Abadia dos Tomarães

Medieval de Ourém

Com a globalização da economia, no final do séc. XX, a
produção de vinho tem sofrido uma uniformização e a perda
da sua maior riqueza, a diversidade. Em todo o mundo os
produtores tendem a apresentar vinhos cada vez mais parecidos,
muitas vezes esquecendo as suas características originais.
Mas no Concelho de Ourém alguns agricultores continuam
a produzir o Vinho pelo método que os seus antepassados
aprenderam com os Monges de Cister no séc. XII, resistindo
assim à uniformização dos vinhos e à tendência de copiar
modelos de produção de outras regiões.
Com a consciência do risco de perder um método com 800
anos, foi criado a designação de Vinho “Medieval de Ourém”,
com o intuito de preservar o método original, ensinado pelos
Monges de Cister às pessoas de Ourém no séc. XII. Tornando
o Vinho “Medieval de Ourém” património do Concelho,
assim devendo ser entendido quando bebido como um acto
cultural, em que se destaca aquilo que é diferente, mas que é
genuíno e digno.
O Vinho Encostas d’ Aire, “Medieval de Ourém” está
regulamentado pela portaria nº 167 /2005 de 11 de Fevereiro,
publicado em Diário da República. Os Vinhos protegidos por
essa portaria devem provir de vinhas certificadas, a vindima
é obrigatoriamente feita à mão, as adegas devem estar inscritas
e aprovadas para o efeito e ficam sujeitas ao controlo da
entidade certificadora.

Prova:

Apresenta cor rubi aberta, aromas de amêndoa da casta
branca Fernão Pires, casando muito bem com os aromas da
casta tinta Trincadeira, que lhe dá notas de frutos vermelhos,
tais como morango e amoras. Na boca apresenta-se equilibrado,
macio ao beber, forte e ao mesmo tempo amanteigado. Ao
beber faz-nos despertar na memória, os Vinhos típicos de
Ourém, genuínos e puros.
Para quem nunca provou, ou até para quem está habituado
a outros vinhos, pode o Vinho “Medieval de Ourém”, de
início, parecer um vinho menor. Tal não é verdade! Este vinho
é diferente e, bebido com alguma atenção, revela uma
complexidade inimitável. Basta deixar falar os sentidos.
Serviço: Deve ser servido ligeiramente arrefecido, à temperatura
de l2°-l5°C. Ideal para servir como aperitivo ou mesmo para
acompanhar qualquer tipo de pratos, essencialmente peixes
gordos e carnes de caça francas, tais como lebre, coelho ou
perdiz. Como pratos tradicionais da Região, acompanha
divinalmente migas com chícharos, petingas, migas com
bacalhau, entre outros, remetendo-nos assim para a sua nobre
origem.

Conservação:

Manter a garrafa deitada e ao abrigo da luz, para
manter as suas características. Vinho que pelo seu método de
vinificação estará sujeito a criar algum depósito em garrafa.

 

medieval-de-ouremCaracterísticas

Colheita: 2010
Denominacão: D.O.C.
Região: En~ostas d , Aire
Sub-Região: Ourém
Tipo: Medieval de Ourém (Palhete)

Enólogo: Nuno Vieira Filipe
Castas: Fernão Pires (80%B) e Trincadeira (20% T)
Clima: Temperado Mediterrâneo
Tipo de solo: Solos calcários, solos litólicos não húmicos e solos de aluvião ligeiros.

 

Parâmetros Analíticos
Álcool (v /v): 14%
Acidez Volátil: 0,45 g/dm3
Acidez Total: 5,01 g/dm3
pH: 3,53
Sulfuroso Total: 56 mg/dm3

Nome da referênciaCapacidadeQuantidade por caixaPeso por caixaComprimento x largura x alturaCaixas por paleteEAN13
Abadia dos Tomarães0,75L67,90 kg25,5x16x23885600240870736